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Belo Horizonte - 29 de agosto de 2010
Domingo - 18h17min


Hélio Costa nem que a vaca tussa. O Senado e o "estelionato eleitoral".

Dando continuidade à seção “Nem que a Vaca Tussa 2010”, do Blog do Bigus, volto a tratar da candidatura do Senador Hélio Costa-PMDB/MG ao governo de Minas Gerais. Desta vez aproveito a oportunidade para apontar mais um motivo que não me permite votar neste candidato.

Não estou inventando a roda, nem dizendo novidade alguma. Todo mundo sabe que para votar em um candidato o ideal é conhecê-lo. Em se tratando de um homem público, então, como no caso de Hélio Costa e outros políticos mais “rodados”, isso significa ter notícia de sua atuação pretérita. Pos isto é que o "descaso" deste senhor em relação ao Senado da República conta em seu e em nosso desfavor.

Hélio Costa foi eleito Senador por Minas Gerais em 2002, para um mandato de 8 (oito) anos, com 22,24% dos votos válidos (3.569.376 votos). Ficou mais de meio milhão de votos atrás do candidato mais votado, o Senador Eduardo Azeredo-PSDB/MG, e algo em torno de duzentos e cinquenta mil votos à frente do terceiro colocado, o Dep. Tilden Santiago-PT/MG.

Eleicões para o Senado 2002 | Minas Gerais
Partido Candidato Número de Votos % Válidos
PSDB EDUARDO AZEREDO (eleito) 4.157.721 25,91
PMDB HÉLIO COSTA (eleito) 3.569.376 22,24
PT TILDEN SANTIAGO 3.301.171 20,57
PFL ZEZÉ PERRELLA (o horrível) 2.945.103 18,35

Eleito, Hélio Costa foi empossado em janeiro de 2003, mas não cumpriu um terço do mandato, convidado que foi, pelo Presidente Lula, para o Ministério das Comunicações. Em razão dese ato, particularmente, como Mineiro, como eleitor, me senti traído.

-(leitor[a]) ÓÓÓÓÓóóóhh(espanto)!!!!!! "Peraí" Bigus!! Ninguém sai!!! Ninguém sai!!! Repita isso com mais clareza por favor!!! Você votou no Hélio Costa para o Senado em 2002!?!?

Votei, "né".? Vocês viram os candidatos? Não havia muita escolha não. Votei no Tilden e no Hélio. O Tilden não foi eleito e o Hélio... bem... o Hélio abandonou o Senado para ocupar o Ministério das Comunicações.

-(leitor[a]) Ô Bigus, mas isso é justo. Eu, no lugar dele, também iria para o Ministério.

O problema, meus caros, não está tão somente no fato de o Senador ter abandonado o compromisso assumido com os milhões de eleitores (dentre os quais este escriba que "vos fala") que nele depositaram a sua confiança para o Senado.

Mais grave que isso foi ter descoberto que Hélio Costa, além de não manter o compromisso assumido em Minas, houvera alienado a vaga a um sujeito muitíssimo aquém do interesse e da dignidade do Estado. Refiro-me ao senhor suplente de Senador, Wellington Salgado de Oliveira.

Se o voto fosse um contrato, eu bem poderia alegar a existência de vícios redibitórios, que são defeitos/problemas presentes na coisa adquirida, e que lhe diminuem o valor ou tornam-na imprópria para o consumo. No direito privado, se a coisa viesse com um defeito oculto desses, o negócio bem poderia ser desfeito. O direito eleitoral, contudo, não traz esta figura do vício redibitório.

Deus salve o Direito Privado, pois exige dos envolvidos a devida boa-fé. Quanto ao direito eleitoral, contudo...

Bom mesmo seria se o voto tivesse a natureza assemelhada a de um contrato.

Mas, a despeito da impossibilidade de certos enquadramentos jurídicos, o nome não técnico dessa prática é Estelionato Eleitoral, que consiste no ato de o político se comprometer a algo para ganhar o voto e, obviamente, não observar o prometido.

Eu me senti enganado, e mais ainda pelo suplente que assumiu a VAGA DE MINAS.

O Senador Wellington Salgado foi o típico suplente financiador da campanha do candidato, e que, sem representatividade, por este meio, acaba por assumir o posto do titular eleito. E assim foi que Minas passou a ter uma de suas três vagas ocupadas por este senhor.

E o que terá ele feito no Senado em favor do Estado?? Isto não se sabe. O que é sabido é que Wellington Salgado foi membro da infame "Tropa de Choque" em defesa dos senadores Sarney e Renan Calheiros, quando questionados por irregularidas praticadas em seus mandatos.

Repito aqui o que vai na Wikipédia sobre Wellington Salgado:

"Liderou em 2007 o grupo de políticos em defesa da não-cassação do mandato do senador, e então presidente do Senado brasileiro, Renan Calheiros, tendo inclusive sido relator no Conselho de Ética do caso em questão. Na votação de setembro daquele ano declarou abertamente seu voto contra a cassação do político. Também no mesmo mês negociou deliberadamente por vagas no segundo e terceiro escalão do governo para que, em troca disso, votasse a favor da prorrogação da cobrança da CPMF."

O leitor poderá julgar, por si mesmo, através do vídeo, abaixo. Trata-se de material editado, mas que em momento algum retira ou modifica o sentido do que foi dito.

Em quem trata desta forma os compromissos assumidos com o eleitor eu não voto outra vez Nem que a Vaca Tussa.

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