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Belo Horizonte - 19 de julho de 2010
Segunda-feira - 01h23min

Leia também: Nem que a vaca tussa - Newton Cardoso/MG para Deputado Federal.



Nem que a vaca tussa: Hélio Costa para o Governo de Minas Gerais

Ultimamente não ando em uma fase muito boa não. Não tenho ficado nem um pouco satisfeito com o que ocorre, de modo que não esperem ler, por esses dias, palavras elogiosas ou de reconhecimento aos políticos do Estado. Pelo contrário, a fase agora é de “descer o bambu” e extravasar a frustração através da crítica a “tudo isso que ai está”, rs... A começar por alguns políticos de “cara lavada” cujas candidaturas nos são apresentadas neste momento.

Pois é para tratar destas candidaturas que inauguro, neste Blog, a série de postagens “Nem que a vaca tussa 2010”, através da qual espero tornar públicos os motivos que me levam a rejeitar, de modo inegociável, certas candidaturas que se nos apresentam.

Eis, assim, esta primeira postagem, endereçada à candidatura do ex-Ministro Hélio Costa, e aos motivos pelos quais, nem que a vaca tussa, darei a este senhor meu voto para que governe o Estado de Minas Gerais.

Há vários motivos para tanto. Hoje escreverei sobre um deles: as "más companhias" que cercam o candidato.

Motivo I - Política é “esporte coletivo”, e Hélio Costa é do PMDB.

O primeiro motivo que me impede de votar em Hélio Costa é a sua filiação partidária. Ou seja, a turma com quem ele anda e o partido que vem junto. E não me digam que são pessoas diferentes, que um é um e o outro é o outro. Política é uma construção coletiva, e o candidato só é candidato em razão das alianças que o sustentam.

Por isso é que, em nível estadual, a ascensão de Hélio Costa ao Governo significaria o reforço a um grupo que representa o retrocesso nas práticas administrativas e na tradição mineira de fazer política. E não me refiro, quanto a isto, a toda a sua coligação. Afinal, a chapa “Todos Juntos por Minas” traz reféns, enrolados nesta armadilha, políticos da estirpe de Patrus Ananias e Fernando Pimentel; Respeitáveis homens públicos postos em incômoda situação em favor de um projeto nacional do PT, que é o apoio do PMDB à candidatura de Dilma.

E assim voltamos ao PMDB. Aquele partido no qual pretendo não depositar meu voto “nem que a vaca tussa”. Senão, vejamos a turminha.

Wellington Salgado de Oliveira

Vem à mente a figura do ex-Senador Wellington Salgado (PMD/MG), que disputa uma vaga para a Câmara dos Deputados. O mesmo que defendeu, incansavelmente, os senadores Renan Calheiros e José Sarney em cada um dos escândalos da última legislatura.

Tido como membro de destaque da “Tropa de Choque do Senador Renan Calheiros”, é aliado de primeira hora do candidato Hélio Costa.

Repito aqui o que vai na Wikipédia sobre Wellington Salgado:

"Liderou em 2007 o grupo de políticos em defesa da não-cassação do mandato do senador, e então presidente do Senado brasileiro, Renan Calheiros, tendo inclusive sido relator no Conselho de Ética do caso em questão. Na votação de setembro daquele ano declarou abertamente seu voto contra a cassação do político. Também no mesmo mês negociou deliberadamente por vagas no segundo e terceiro escalão do governo para que, em troca disso, votasse a favor da prorrogação da cobrança da CPMF."

A ele se atribui a autoria de uma frase que, de modo lapidar, explica a natureza da aliança do PT mineiro com o PMDB, e de como os interesses do Estado foram rifados em favor do apoio do PMDB à candidatura Dilma: “O prazo vence hoje. Se o PT de Minas errar, quem vai pagar a conta é a Dilma”.

Muito provavelmente, como já indicam alguns articulistas, em caso de vitória deste grupo, Wellington Salgado tende a ser indicado ou a indicar quem componha secretarias do Governo do Estado. E considerando sua ligação com empresas de comunicação e educação (vide faculdades UNIVERSO), é bem provável que pleiteie participação na área de educação do governo.

Convenhamos, para mais um presente de Grego, não vale a pena ser eleitor Troiano.

Hélio é Wellington. E que isso fique bem claro.

Leonardo e Sebastião Quintão

Outra figura em ascensão no PMDB mineiro, mas que também representa o atraso e o populismo, é o Deputado Leonardo Quintão; Sim, o mesmo que nas eleições para a prefeitura de Belo Horizonte mostrou simpatia aos governos militares, equiparando a resistência política à criminalidade comum.

Fez mais ou menos o mesmo tipo de ataque que a direita usa contra a candidata Dilma Roussef, por sua luta contra a ditadura militar.

Trata-se, ademais, de político cujo crescimento resulta, indistintamente, no de seu grupo em Ipatinga, capitaneado por seu pai, Sebastião Quintão, feroz adversário dos petistas da região do vale do aço.

A participação deste grupo em um eventual governo de Hélio Costa não está bem esclarecida. E as as barbas do Bigus, estão de molho.

Em tempo, é de Leonardo Quintão a famosa frase acerca do PT de Minas:

"Porque nós vamos ganhar e vamos chutar a bunda deles!"

Conclusão

Não sei se é o caso de fazer “terrorismo eleitoral” citando, aqui, o ex-governador Newton Cardoso. Até porque a tendência é que o PT se oponha à ocupação de espaços pelo grupo do “over toasted”.

-(leitor[a]) Puxa vida, Bigus, mas o Hélio é o candidato do Lula, do Patrus e do Pimentel. Nem todo mundo do grupo é assim...

Faz sentido, e isto nos leva ao segundo motivo pelo qual não votarei em Hélio Costa.

A lógica é mais o menos a seguinte: votar no PMDB é dar-lhe força para extorquir cargos em um eventual governo Dilma.

Esta postagem, contudo, já está bem longa, e a questão da aliança entre PT e PMDB pode ser tratada em uma outra. Fica, desde já, explicado o primeiro motivo.

O Bigus não votará, nem que a vaca tussa, no candidato Hélio Costa para o Governo de Minas Gerais. Tudo para evitar que seu grupo político se enfronhe na máquina do Estado.

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